quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pós-DANGER☆DAY


      Vou escrever isso como uma crônica literária, não como um texto jornalístico (?).
      Ontem acordei pensando "É hoje!". Pulei da cama, milagrosamente com um ânimo infindável (ultimamente estava sendo difícil acordar com pensamento positivo), fui correndo para o Twitter e mandei para todo mundo: Happy DANGER☆DAY! E foi assim que passei o resto do dia: repetindo essa frase para quem aparecesse na minha frente, nos meus blogs, no meu Twitter, no meu Facebook, no meu msn, no telefone (atendi uma chamada da minha tia-bisavó falando "Feliz DANGER☆DAY!").
      Vou contar uma coisa que eu nunca falei para ninguém (e nunca falei porque tenho receio de que alguém ache a coisa mais idiota do mundo). É um segredo até agora, mas já, já deixa de ser.
      Faz mais ou menos um ano que comecei a estudar japonês com afinco. Sou pobre e moro no fim de mundo, ou seja, estudo por conta própria, quando posso, quando tenho tempo. Hoje em dia eu praticamente brilho de satisfação quando alguém me diz "Conversar com você é como conversar com um japonês de verdade". Sério, eu choro. Em um ano, eu aprendi o que pessoas com cinco anos de curso aprendem. Isso me deixa bem feliz.
      Mas o fato que ninguém sabe até hoje é o motivo que me levou a querer estudar o japonês. Não foi minha admiração pela cultura, pelo povo, por anime, mangá, moda, nada. O motivo é simples: DANGER☆GANG no Ouenka.
      Ontem, no Twitter, eu mencionei a minha paixão por essa música. É a minha preferida. Na época negra da minha vida, quando a situação estava muito, muito complicada, mesmo sem entender uma palavra do que Waka estava dizendo, ouvir essa música me acalmava, me dava vontade de chorar e de sorrir (não rir, só sorrir), e isso foi me deixando curiosa. Essa música, uma música simples, do tipo que é feita para ser tocada ao vivo e que pouca gente reconhece, me afetava de uma maneira tão positiva que eu suportei os quatro piores anos da minha vida só porque a escutava dia e noite.
      Como é praticamente impossível encontrar traduções das músicas do DANGER☆GANG para qualquer idioma (na verdade, até as originais em japonês são raridade para quem não tem os álbuns - ou seja, eu) e a minha vontade de saber a mensagem dela crescia muito rápido, no início do ano passado decidi criar vergonha na cara e estudar o japonês.
     Também no Twitter, ontem, eu brinquei de traduzir trechos das músicas da banda enquanto as escutava à tarde. Duty, Fly Away, etc. E foi com muita felicidade que percebi que, com exceção de dois ou três versos, hoje eu consigo compreender o por que de DANGER☆GANG no Ouenka ter me ajudado tanto.
      Uma coisa que eu costumo dizer é que o DANGER☆GANG se difere do restante das bandas japonesas pelo fato de que a maior parte de suas músicas é positiva. As bandas costumam escrever músicas sobre o buraco negro no qual você está. É muito fácil encontrar músicas sobre decepção amorosa, problemas familiares, brigas, confusão mental, crise existencial, etc e tal, mas é raridade encontrar músicas que te digam "Se você se esforçar, não há nada que não possa fazer". E esse é um dos versos de DANGER☆GANG no Ouenka. E quase todas as músicas do DANGER☆GANG são assim. A clássica Duty, talvez a mais conhecida do DANGER☆GANG aqui no Brasil, diz "Abriu as grandes asas e voou". Também DANGER☆GANG no Ouenka, os versos "Quero cantar a melodia que ecoa no coração / Para proteger seus sorrisos / Vou ficar ao lado de todos".
      Ontem, ouvindo as músicas, rindo bastante, brincando no Twitter, esperando pelas novas músicas que estão vindo com First Date, percebi que o DANGER☆GANG fala de não-desistência, dedicação, amizade que supera tudo. É passar por cima dos seus próprios problemas para ser capaz de ajudar o próximo.
      Fiquei contente quando percebi quantas pessoas participaram do DANGER☆DAY. Inglaterra, Alemanha, Japão, México, Brasil, é claro, entre outros. Eu não esperava, de verdade, que uma ideia tão "simples" que eu tive aqui, no meio do nada, num buraco no Rio de Janeiro, se espalhasse desse jeito. Muita gente, mesmo sem usar a tag ( #dangerday ), mandou para as meninas "Happy DANGER☆DAY!", "DANGER☆DAY omedetou!", "Today is DANGER☆DAY!".
      Honestamente, eu chorei. Ria, quem quiser, mas eu chorei de verdade. Não vou comprar First Date, não vou ver a banda ao vivo tão cedo, e elas não sabem nada além do meu nome, o lugar onde eu moro e a página que mantenho para homenageá-las (porque sim, elas conhecem o DANGER☆MOOD, e dizem gostar bastante daqui). Mesmo assim, depois de ontem, a sensação que eu tenho é que estou pouco a pouco conseguindo aproximar todo mundo. Isso me deixa imensuravelmente feliz.
      Assim sendo, queridos, aviso logo: a partir de hoje começam os preparativos para o DANGER☆DAY de 2013 - e o que eu quero fazer não é nada, nada simples como o que estava planejado ontem.
      364 dias - e contando!

   Com orgulho por ser GANGER,
Laila.